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Tu Não É Inferior, é o novo videoclipe do grupo Filosofia de Rua

Créditos: Andrea Coelho/Foto: Mônica Senna

Formado pelos rappers DJ Man, Big Ugli C.I. e Canhoto o grupo Filosofia de Rua dá a letra para MC Neguinho JB quebrar as algemas da consciência e autoestima de toda uma população que vive à margem da sociedade.
No papo reto, Tu Não É Inferior, faixa do álbum Era pra Ser Assim (2019), o grupo retoma sua origem musical atemporal que conduz a momentos críticos da política nacional, desde o descaso com os direitos básicos da população à censura, que ampliam cada vez mais a segregação social e econômica do país.
Dirigido por Vras77 e co-dirigido por Sarah de Lauro, o videoclipe apresenta a realidade dos moradores das favelas Vietnã e Beira Rio, na periferia da zona sul de São Paulo, retratando a luta de diferentes gerações para sobreviver em meio a miséria, demagogia de políticos, abandono e preconceitos. “A mensagem aqui é desmistificar a ideia de que moradores das periferias são ou se sentem inferiores. “A música é um chamado para uma inversão dessa pirâmide social, e parafraseando o Eduardo Marinho, filósofo de rua que admiramos: o que faz a sociedade girar é a base, a classe trabalhadora, e não só quem está no topo sendo sustentando por essa estrutura, explica DJ Man, do Filosofia de Rua.
O videoclipe conta ainda, com a participação especial dos músicos do Sala Secreta, Voz Negra, Fran (Tribunal MC's), DJ Soneka TSG (Trilha Sonora do Gueto), Tico, Su.b, Toroká, Black Nandão,Tiely e Daniel Almeida (Produtor Cultural e um dos líderes comunitários da Favela do Vietnã e da Associação Amigos da Molecada), que reforçam o intercâmbio musical em meio as batidas do Funk e Trap.
“As pessoas precisam aprender a não se subjugarem. Resgatar o valor e a liberdade de buscar com dignidade o espaço social que cada um tem, independente de classe, raça ou hierarquia. É importante que acreditem que, trabalhando com propósito podem se libertar do que as aprisiona”, destaca Big Ugli C.I.
Em cada estrofe, Tu Não É Inferior faz um convite a libertação das amarras e da invisibilidade produzida por estereótipos sociais que neutralizam e aprisionam jovens, trabalhadores que são doutrinados a bater continência aos seus patrões, e população pobre das periferias brasileira.
“Precisamos ressignificar as relações sociais e de trabalho. Mas, para isso temos que desenvolver essa consciência e autoestima que são fundamentais na construção de um mundo mais justo e igualitário, mesmo tendo nascido na favela ou periferia”, completa Canhoto.


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